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Fonte: Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

Richa lança em Toledo programa de Parques Tecnológicos no Paraná
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2016

O governador Beto Richa assinou nesta quinta-feira (22) em Toledo, na região Oeste, o decreto que cria o marco regulatório para a implantação do Complexo Paranaense de Parques Tecnológicos. O objetivo é incentivar a parceria entre governo, universidades e setor produtivo em prol da inovação e desenvolvimento de novas tecnologias. O anúncio foi feito durante o lançamento do Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark), primeiro parque tecnológico da área de saúde do Estado, fruto da iniciativa dos fundadores da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, de Toledo.



Richa disse que o Complexo Paranaense de Parques Tecnológicos será nos moldes do bem sucedido complexo de São Paulo. ?Teremos um projeto integrado de vários parques tecnológicos, inclusive para garantir um crescimento tecnológico homogêneo no Paraná, um desenvolvimento mais acentuado e criação de empregos qualificados?, explicou o governador. ?Iremos instalar parques regionais e o complexo vai ordenar e integrar as ações de todos eles, buscando, mais uma vez, a participação de universidades estaduais, de acadêmicos, professores para contribuírem com pesquisa e inovação tecnológica?, disse ele.



O decreto assinado institui o Conselho Estadual de Parques Tecnológicos (Cepartec), que terá a missão de elaborar uma política pública para a implantação de parques tecnológicos. Entre as funções do conselho estão as de mapear as iniciativas existentes nessa área, apontar segmentos prioritários, aprovar e acompanhar a implantação dos parques além de buscar fontes de recursos para os projetos. Presidido pelo governador Beto Richa, o Cepartec terá a participação de secretarias de Estado, universidades, entidades representativas de classe e institutos de pesquisas.



INTERLIGAÇÃO - Inspirado no modelo adotado por São Paulo, que já conta com 28 parques tecnológicos, o projeto do Paraná foi concebido em conjunto pelas secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia e da Fazenda. Um dos objetivos é estimular a participação do pesquisador paranaense no desenvolvimento de pesquisa junto ao setor produtivo. ?Com esse marco regulatório será possível, pela primeira vez, fazer a interligação entre a academia, o setor público, o setor privado e os institutos de pesquisa?, diz Francisco de Assis Inocêncio, da Secretaria da Fazenda, um dos coordenadores executivos do projeto.



A intenção é estabelecer parques tecnológicos de quarta geração no Estado, capazes de agregar universidade, governo, institutos de pesquisa. ?Uma das principais demandas das empresas que estão investindo no Estado é saber, por exemplo, as áreas onde estão as pesquisas e o desenvolvimento tecnológico no Estado. Além disso, mapear essas iniciativas vai evitar, por exemplo, duplicidade de projetos?, acrescenta.



AMBIENTE PROPÍCIO - O Paraná já conta com um ambiente propício para o desenvolvimento de novas tecnologias, de acordo com Evandro Razzoto, coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior e um dos responsáveis pelo projeto. ?A Região Sul está evoluindo e o Paraná é destaque em número de parques em operação. Atualmente são seis em funcionamento e mais quatro em fase de implantação ou de projeto. O Complexo de Parques Tecnológicos vem para fortalecer a política de Estado voltada para este segmento?, disse.



VOCAÇÃO - Entre as áreas que já foram identificadas como potenciais para o desenvolvimento de parques tecnológicos estão agroindústria, biotecnologia, nanotecnologia e tecnologia da informação, diz Razzoto. ?Esse programa é um marco porque vai nortear a política pública nessa área nas próximas décadas. É um projeto que terá impacto nos próximos 30 anos no Estado?, diz.



INCENTIVO - O Governo do Estado também estuda conceder incentivos no âmbito do ICMS dentro do programa de parques tecnológicos. ?O Paraná Competitivo, programa de incentivos que apoia a instalação e ampliação de empresas do Estado, poderá ser usado também para estimular projetos no âmbito dos parques tecnológicos?, diz Inocêncio.



A Lei de Inovação do Paraná, sancionada pelo Governador Beto Richa em 2012, prevê a participação do Estado em fundos de investimentos de empresas paranaenses cuja atividade principal seja a inovação tecnológica. Permite também a concessão de incentivos fiscais para o desenvolvimento de projetos inovadores.



PRESENÇAS ? Participaram da solenidade o coordenador de capacitação tecnológica da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, José Antônio Silvério; a empresária Carmen Donaduzzi; o presidente da Agência Paraná Desenvolvimento (APD), Adalberto Netto; o presidente do Tecpar, Júlio Felix; o secretário de Estado da Comunicação Social, Márcio Villela; o diretor-geral da Itaipu, Jorge Samek; o reitor em exercício da Unioeste, Moacir Piffe, e os deputados José Carlos Schiavinatto (estadual) Dilceu Sperafico (federal).









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